quarta-feira, 4 de março de 2009

O ZOOM DO GOTHE GOL


A lida com o gado é bastante difundida no Rio Grande do Sul, por onde antigos tropeiros passavam levando rebanhos do sul para o centro do país. Hoje apenas uma pequena parte da população atua diretamente nessas atividades, e para compensar a urbanização, muitos "gaúchos-da-cidade" frequentam os Centros de Tradições Gaúchas (CTG). Nestes locais o culto as raízes campeiras é levado a sério, e muitas atividades tradicionais foram "re-inventadas" de maneira mais romântica, alegórica e idealista. O rodeio por exemplo, é uma das atividades que os gaúchos modernos adaptaram para se aproximar das antigas lides de campo, e sem dúvida a modalidade do "tiro-de-laço" é uma das "atrações" mais populares.

Correr sobre o lombo de um cavalo atrás de uma vaca ou boi, girando o laço para acertar apenas os chifres, é a finalidade deste "jogo". Coitado do gado que corre o dia inteiro recebendo pancadas da argola de metal na cabeça e sofrendo as escoriações da corda de couro. Mas, neste mundo moderno e dinâmico, da internet, da churrasqueira a gás, do air-bag e da carne de soja, muitas vacas e bois podem se livrar deste sofrimento, pelo menos durante os treinos da gauchada.

A criatividade aliada ao bolso, colocou chifres (ou guampas, como falamos aqui) em um tonel encoberto por um carpete e o amarrou a uma motocicleta, que pilotada por um peão, passa o dia prá lá e prá cá, puxando o "boi-artificial" para o deleite dos laçadores. Ah, para ajudar nos custos, cada volta da moto-boi custa um real, ou seja, mais barato que usar gado de carne, couro e osso!

Foto e texto by Fábio Fonseca
Tapes/RS - Dezembro de 2007
Reprodução proíbida

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